A DUVIDOSA MORTE DE CLEBER GODINHO

Cleber nos deixou hoje pela manhã. A manhã belorizontina nasceu de céu claro, morna, inteira de sol, pulsando de vida e alegria. A mesma vida, a mesma alegria que sempre transbordaram do coração de Cleber. Mas, mesmo assim, Cleber Godinho resolve nos acenar com um adeus. Definitivo, para sempre? Não sabemos, temos nossas dúvidas sobre se essa despedida é pra valer.

Primeiro, porque por tudo que Cleber foi e representou para a família, os amigos, a Oftalmologia e, especialmente, para a Contatologia, Cleber continuará entre nós, atuante, criando e ensinando, dando um permanente exemplo de competência, generosidade, lisura e fraternidade. Depois, porque os amigos queridos (e ele é um desses) nunca partem sozinhos, sempre levam um pouco de nós com eles. A propósito da morte, Rosa, ao mesmo tempo em que afirma, interroga: “a morte é só para os que morrem. Será?” Essa dúvida rosiana é também nossa: Cleber nos leva na imensa saudade que deixa e fica na lembrança indelével do amigo que sempre estará conosco. Mesmo porque a poesia de Vinícius nos ensina que “da morte, apenas nascemos, imensamente.” Por isso, não acreditamos que Cleber (nosso Clebim) tenha partido. Amanhã estaremos juntos no consultório, ouvindo suas histórias engraçadas, deixando-nos contagiar com seu bom-humor, sua vivacidade, seu arraigado amor à vida. Como tantas vezes dizíamos a ele, repetimos agora: não some não, Clebim!

Os oftalmologistas mineiros, reunidos na Sociedade Mineira de Oftalmologia, da qual era membro-titular e à qual sempre deu a força do seu prestígio e entusiasmo, lamentam o desaparecimento do nosso Cleber e se solidarizam com a família e todos seus amigos – Ana Maria, sua esposa e seus filhos, nora e neto – Juliana, Isabela e Rodrigo.

Sociedade Mineira de Oftalmologia

* Créditos: Dr. Elisabeto Ribeiro Gonçalves

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